O presidente da Bielorússia Alexander Lukashenko assinou um decreto que todo o uso da internet seja monitorado a partir de 1 de julho.
A decisão foi criticada pela oposição, como restrição à liberdade de expressão e informação no regime autoritário. Vários países europeus também rechaçaram a atitude e disseram que a Bielorússia é a "última ditadura na Europa".
O decreto determina que os provedores de internet identifiquem as máquinas que se conectam à rede e mantenham informação sobre as conexões entre estas máquinas e seus servidores.
Ainda de acordo com o decreto, informações pessoais e perfis de usuários da internet serão coletados e os provedores podem ser obrigados a bloquear acesso a um usuário dentro de 24 horas.
Lukashenko afirmou que a restrição é pela "segurança do Estado e de seus cidadãos".
A iniciativa é mais um movimento do governo para cercear as comunicações no país. Em janeiro, Lukashenko autorizou um centro de análise para definir que informações poderiam ser acessadas na internet e monitorar o tráfego.
A organização Repórteres Sem Fronteiras, que luta pela liberdade de expressão, criticou duramente o centro de análises, afirmando que ele faria o país "atingir o nível da Coréia do Norte e da China".
A internet é o principal meio de informação na Belarus, uma vez que a maioria dos jornais, redes de televisão e estações de rádio foram fechadas nos 15 anos de poder de Lukashenko.














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