SÃO PAULO – Uma pesquisa realizada pela Sophos apontou que o uso de redes pode trazer riscos de segurança para usuários domésticos e corporativos.
O estudo aponta o crescimento do uso de spam para disseminar ameaças virtuais com malware e spyware, por exemplo. Entre os sites de maior risco estão o Facebook, Myspace, linkedIn e Twitter.
O número de usuários que receberam spam em 2009 cresceu cerca de 70% em relação a 2008. 36% dos cadastrados nos sites afirmaram o recebimento de links maliciosos, o que representa um aumento de 69,8% em relação ao ano anterior.
“Os usuários estão passando mais tempo em redes sociais divulgando dados pessoais importantes e os crackers acabaram descobrindo onde poderiam ganhar dinheiro”, afirma Graham Cluley, consultor sênior de tecnologia da Sophos.
Ele também acredita que o número de ataques prova que as redes sociais e seus milhões de usuários devem procurar novas formas de se proteger contra os criminosos virtuais. Caso contrário, eles serão vítimas de roube de identidade e dados bancários, além de estarem abertos á ameaças como scam e malware.
A rede mais perigosa, segundo o relatório, é o Facebook, escolhido por 60% dos respondentes. Logo em seguida aparecem o MySpace (18%), Twitter (17%) e o LinkedIn (4%). Cluley lembra que a abrangência do Facebook como um dos sites mais populares do gênero, com 350 milhões de usuários, o que o torna o alvo mais tentador.
“Quando o Facebook deu um passo para trás quando alterou suas recomendações de segurança no último ano, o que encorajou a troca de informações pessoais com outros visitantes, mesmo os não cadastrados”, afirma o especialista.
O consultor da Sophos diz que as empresas estão preocupadas com o uso de tais sites no local de trabalho, mas, por outro lado, eles estão se firmando como um canal essencial para os negócios. “Barrar os funcionários não é a resposta, o ideal é investir em ‘segurança social’, por exemplo”, afirma.
No universo de 500 organizações pesquisadas, 72% estão preocupadas com a exposição de seus negócios por causa do comportamento de empregados nas redes. Elas temem que dados sensíveis sejam publicados nos sites.
A empresa de segurança ainda chama atenção ao uso do LinkedIn, utilizado para estabelecer relacionamentos entre profissionais de diversas áreas. O site é conhecido como um diretório de empresas, com dados e posições sobre funcionários. “Isso simplifica o processo de engenharia reversa para descobrir o endereço de possíveis vítimas”, explica Cluley.














Máquina faz papel higiênico de folhas A4
Seu comentário :